No intervalo do Fla-Flu dessa última quarta-feira pela Sul-Americana, a Globo mostrou um emocionante texto de Artur da Távola. As palavras, na voz de Milton Gonçalves, ganham vida e calor. Um bom momento para bater no peito e gritar o orgulho de ser rubro-negro.
O Flamengo lançou hoje um projeto bem interessante: o "Cidadão Rubro-Negro". De maneira geral é um espaço para integrar e mobilizar a torcida do mengão mundo afora. De quebra o torcedor ainda pode ganhar uma viagem ao Rio de Janeiro para acompanhar o time antes do jogo contra o Sport. Eu já fiz meu cadastro: www.cidadaorubronegro.com.br.
Vencemos! Jogamos melhor a partida inteira e merecemos ganhar dos gambás. Pra mim esse foi o jogo ideal para embalar no campeonato. A nossa fenomenal torcida deixou as vaias de lado e embalou o mengão pra vitória. Apesar dos inúmeros gols perdidos, nosso Imperador Adriano fez um golaço e assumiu a artilharia isolada.
Fiquei surpreso com a atuação do recém-contratado David. A zaga do Flamengo esteve segura, pecando apenas nos lances aéreos. Pra mim o time fechou! Só espero que o Sheik Emerson fique no time. Acabei de saber no SporTV que os árabes estão oferecendo apenas R$ 1 milhão, enquanto a multa rescisória é seis vezes esse valor. Fica! Fica! Fica! Fica! Fica!
Agora temos um Fla-Flu na quarta-feira pela Sul-Americana. Ô campeonatozinho chato, só vai servir para atrapalhar o Brasileirão. O pior é que se o Flamengo passar pelo Fluminense vai pegar um time lá dos cafundós da penca. O time vai ficar desgastado e o rendimento vai cair. Soda!
Domingo o nosso camisa 2 reencontra os rubro-negros do Maracanã. Espero que o pessoal pare de pegar no pé do lateral. Evidente que o Léo Moura não está jogando nada, mas nem por isso a torcida deve vaiar. Isso só leva o jogador a ficar com medo de pegar na bola, incrementar uma jogada, tentar alguma coisa diferente. O que acaba piorando ainda mais a situação.
É bem verdade que a vaia é parte da cultura carioca. Os caras vaiam tudo! Até o Lula levou a dele na abertura do Pan-Americano. O que não quer dizer que Léo Moura não seja querido. O problema foi o maluco xingar a torcida. Burrice! Muito melhor teria sido correr pra galera, cantar junto, fazer as pazes. Domingo contra o gambá será o teste de fogo. Uma vitória e retomaremos o caminho da glória. Aposto tudo nele.
O Flamengo anunciou hoje um novo patrocínio para a camisa: Postos Ale. Confesso que nunca ouvi falar. Fiquei triste. Paguei R$ 160,00 e ainda nem recebi a camisa, mesmo assim ela já está vencida.
Para outros clubes isso pode até parecer normal, mas para o Flamengo não. Nos acostumamos a vestir um patrocinador conhecido, em ter uma camisa igual por todo o ano. Até mesmo as cores e desenho da Petrobras combinavam bem com o mengão.
Estou profundamente arrependido de ter gasto dinheiro com esse "abadá". Sei que estamos vivendo tempos difíceis. As grandes empresas não querem mais investir em patrocínios. Os clubes estão quebrados. Ainda assim é lamentável a ideia de um patrocinio a cada três meses.
A única solução seria vender o Flamengo... pra torcida. Segundo cálculos feitos pela revista Superinteressante desse mês, bastaria cada rubro-negro colaborar com R$ 1,85 por ano. Com isso teríamos um orçamento de R$ 60 milhões. Eu acho esse um bom caminho para acabar com a camisa de aluguel. Agora é escolher bem quem será o responsável pelo dízimo.
Update: O site Globoesporte.com perguntou ao Túlio Formicola, diretor da Olympikus, se de alguma forma essa notícia de que o Flamengo terá um novo patrocinador a partir de outubro (Ale) poderia atrapalhar as vendas. Ele disse: "Não acredito. São três meses de Olympikus Tube e o torcedor irá adquirir um item diferenciado: a primeira camisa do Flamengo fabricada pelo novo fornecedor." Papo furado. Quem daria R$160 numa camisa com validade de 3 meses?
Impressionante a quantidade de flamenguistas em São Raimundo Nonato. Fui hoje assistir ao jogo num barzinho perto do hotel. Sozinho, puxei uma cadeira e sentei quietinho. Sei como é esse negócio de jogo fora de casa, é bom ficar na sua, sem dá muitas opiniões.
A primeira coisa que percebi é que o pessoal não consome nada. De vez em quando alguém pede uma cervejinha, um cocão, nada além disso. Não acho certo. O dono do bar coloca Sky, compra o pacote do Brasileirão, tem que ter algum retorno.
Contrariando a maioria, pedi uma Coca-Cola (não bebo Coca, mas não tinha outro refri) e um queijinho. O queijo tava uma merda, provavelmente estragado. Mas fiquei com vergonha de deixá-lo na mesa sem nem triscar. Ofereci pra o vizinho de mesa, mas ele não quis aventurar. Engoli uns três pedaços só pra disfarçar.
Chegou tanta gente pra assistir ao jogo que o lugar estava parecendo uma arquibancada. E foi muito divertido. Os caras passam o jogo todo fazendo comentários. O alvo principal foi o Obina. Toda vez que o (ex) Anjo Negro pegava na bola era uma gritaria. Todo ataque ele atrapalhava. Até comemoração de gol ele consegue esculhambar.
Um moleque gritou lá atrás: "Ô Obina, pede pra cagar e sai." Outro sujeito estava xingando inclusive o olheiro que descobriu o Obina. Depois de mais um gol perdido, dois caras discutiam como o Obina tinha conseguido ser artilheiro do Brasileirão (nem sei se foi). Chegaram a conclusão que ele estava com macumba no corpo.
Quando começaram a xingar o Josiel, ele foi lá e marcou o primeiro gol. No segundo tempo ainda marcou um golaço por cobertura. Foi o suficiente para uns pedirem seleção. Outros mais empolgados diziam que o Imperador vai pegar banco pro Josiel.
O que ninguém estava discutindo era a atuação do Ibson. Craque, craque, craque. Pena que vá sair no próximo mês. Já estou imaginando esse time do Flamengo sem o maestro. O passe pro segundo gol foi primoroso. Ele é o rei das invertidas, das assistências, das roubadas de bolas. Pra mim, o Flamengo deveria comprar o Ibson definitivamente. Jogadoraço. Completo.
É difícil explicar o que estou sentindo em relação à volta do sérvio ao Flamengo. Pra ser sincero torci para a notícia ser apenas fofoca. Mas agora que está confirmado, só me resta torcer para que ele volte a mostrar o bom futebol de 2001, quando fez o gol do tetratri carioca.
O problema é se isso não ocorrer. Não gostaria de apagar da lembrança o histórico golaço de falta contra o Vasco. Aquele foi o jogo mais emocionante da minha vida. Lembro de ter escutado a bola estourando a rede, seguido de um sussurro que estremeceu o Maracanã. Depois tudo ficou azul. Apaguei.
Romantismos à parte, talvez Petkovic seja o ponta-de-lança que o Flamengo tanto precisa. Ele pode preencher esse espaço de criação do meio campo, dividindo a responsabilidade que hoje sobrecarrega Ibson. Mas não apostaria todas minhas cartoletas nisso.
Não pelos 36 anos. Tenho escutado muita gente dizendo que ele está velho, gordo. Bobagem! Com essa idade tem muito jogador fazendo sucesso. Petkovic pode sim fechar a carreira com mais uma glória. Quem sabe ele ganha um Brasileiro pelo Flamengo com gol de falta ao 47 do segundo tempo. Seria mágico. Bem-vindo Pet!
Futebol é mesmo uma porcaria injusta. O mengão dominou o jogo inteiro, teve maior posse de bola, jogava com um a mais, criou as melhores chances, mesmo assim perdemos na estreia do Campeonato Brasileiro. Uma pena, seria ótimo começar ganhando do favorito Cruzeiro fora de casa.
O lado bom do Fla ter perdido é que o time acorda. Impressionante a quantidade de cruzamentos desperdiçados. É preciso ser muito burro para passar o jogo levantando a bola na área sem resultado. Por que o time não cruza rasteiro? Por cima ninguém fez nada. Nem mesmo o Juan conseguiu cabecear direito no rebote do pênalti perdido.
Aliás, pra mim quem deve bater é o Léo Moura. Ele sempre bate alto, difícil do goleiro pegar. Apesar da derrota, gostei de vários lances. O drible da vaca que o Everton deu no zagueiro cruzeirense foi lindo. O chute também foi muito bom, pena que não resultou em gol. O Ibson também fez jogadas espetaculares. O cara tá jogando muito! Até o técnico Cuca foi bem, fez boas mexidas no segundo tempo.
Lamento só a péssima partida do Kleberson. Perdeu um gol incrível. Mas o que chamou atenção mesmo foi a atuação do Kléber do Cruzeiro. Que sujeito escroto. Passou o jogo todo dando cotovelada no Airton. Babaca. O Ramires é outro. Reclama o tempo inteiro, faz cera. Idiota.
Quem assistiu ao jogo na Globo deve ter ficado revoltado com o Marcilha. No lance do pênalti do Cruzeiro, o comentarista de arbitragem, mesmo vendo no replay que a falta havia sido fora da área, ratificou que o juiz estava certo.
– Mas a falta foi fora da área. Argumentou o narrador Luis Roberto.
– Tudo bem, então o pênalti foi com as mãos e não com os pés. Disse o cara-de-pau do comentarista.
Tudo isso para não assumir o erro? Ou seria não contrariar seu amigo juiz? Barbaridades à parte, fiquei com medo do Nilmar do Internacional. O golaço que ele fez contra o Corinthians não tem esquema tático nenhum que evite. Já estou imaginando o jogo de quarta-feira pela Copa do Brasil. Vai ser um jogão!