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sexta-feira, 22 de maio de 2015 às 22:51

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O Flamengo agora dá lucro!



Os flamenguistas vivem um momento histórico, comparável apenas com o início da década de 1980. O Flamengo agora é um clube profissional! Eu duvidava que esse dia chegaria, mas chegou. Graças à competência de uma equipe de gestores e da torcida. Leia abaixo essa ótima reportagem da revista Exame¹ que explora alguns números dessa revolução e curiosidades do amadorismo.
O Flamengo agora dá lucro. Só falta ser campeão

São Paulo - Na manhã do dia 27 de dezembro de 2012, o economista Eduardo Bandeira de Mello e o advogado Rodrigo Tostes entraram na sede da Procuradoria Regional da Fazenda Nacional, no centro do Rio de Janeiro, com uma missão cheia de ineditismo. O primeiro tinha na bagagem mais de três décadas de trabalho no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ­(BNDES). O segundo, quatro anos na consultoria PwC.

Bandeira e Tostes estavam prestes a se tornar, respectivamente, presidente e vice-presidente de finanças do Clube de Regatas do Flamengo. E eles chegavam à procuradoria para começar a pagar uma dívida de quase 400 milhões de reais do clube com o governo federal. Quando entraram no prédio, de terno e gravata, foram cercados pelos auditores como se fossem dois alienígenas.

“Vocês são mesmo do Flamengo?”, disse um incrédulo funcionário público. Alguém então pediu um cartão com a identificação do clube. Não tinham, já que só tomariam posse dali a algumas horas. A saída foi abrir o computador e mostrar uma reportagem sobre a eleição do Flamengo, ocorrida 24 dias antes, com a imagem dos dois. Só então os procuradores acreditaram: o Flamengo, por livre e espontânea vontade, tinha decidido pagar uma dívida.

A incredulidade dos procuradores se justificava: o Flamengo, time de maior torcida do Brasil, era também uma grande piada, símbolo do descalabro da gestão dos clubes de futebol brasileiros. O Flamengo estava no imaginário popular tanto pelos gols de Zico e pela torcida no Maracanã quanto pela arrasadora frase do meio-campista Vampeta: em sua passagem pelo Flamengo, ele disse que “o clube fingia que pagava e a gente fingia que jogava”.

Administrado de forma amadora e caó­tica, o Flamengo foi afundando numa dívida que chegou, em 2012, a 715 milhões de reais. O clube se tornou inadmi­nistrável. Naturalmente, títulos mais importantes foram rareando. Até que, em 2012, um grupo de empresários e executivos decidiu lançar uma chapa para a presidência do Flamengo, encabeçada por Bandeira de Mello. Era uma proposta inovadora para os padrões nacionais — usar, para valer, as técnicas de gestão empresariais para consertar o Flamengo.

Passados quase 900 dias, a gestão “capitalista” de Bandeira e seus executivos comemora resultados notáveis — todos fora de campo, é verdade. De 2012 a 2014, as receitas do clube saltaram de 190 milhões para 327 milhões de reais, o que coloca o Flamengo no topo do ranking de faturamento do país­ quando descontadas receitas imprevisíveis, como venda de jogadores.

As despesas não cresceram, o que é uma vitória e tanto. O Flamengo anunciou em abril que teve lucro de 64 milhões de reais em 2014, o maior da história do futebol nacional. Em 2013, o prejuízo havia sido de 20 milhões de reais. Em 2012, de 62 milhões. No período, o clube pagou 224 milhões de reais em principal e juros de dívidas; o endividamento caiu de 715 milhões de reais para 577 milhões. Os salários estão em dia.

Nesses dois anos e meio, a nova diretoria encontrou todo tipo de esqueleto nos armários do clube. Um ex-dirigente conta que o Flamengo era “sugado por todos os lados”. O departamento de marketing era constantemente visitado por amigos e parentes de dirigentes e ex-jogadores, que pegavam camisas e outros “brindes” como se estivessem pegando roupa no armário de casa; ex-jogadores eram mantidos na folha de pagamentos e o salário era dividido entre eles e funcionários.

“Não é que os presidentes fossem necessariamente desonestos”, diz o ex-dirigente. “O problema é que eram amadores e delegavam poder para diretores amadores. Ninguém tinha controle e, lá embaixo, muitos funcionários se aproveitavam do clube.”

A medida mais urgente era reequilibrar as finanças. Havia um déficit previsto de 130 milhões de reais para 2013. A situação financeira era tão grave que, se a diretoria antecipasse todas as receitas previstas para o ano, o dinheiro para custear o clube e pagar as contas acabaria em maio.

O quadro se tornava mais grave porque as dívidas provocavam penhoras nas escassas receitas. Oficiais de Justiça apareciam a toda hora com ordem de levar alguns milhões de reais do caixa, que iam para fornecedores ou para pagar o salário de ex-atletas.

O plano tinha três bases: cortar cada centavo que fosse dispensável, renegociar as dívidas caras e de curto prazo e pagar as dívidas que pudessem provocar penhoras judiciais. A medida que mais chamou a atenção foi a dispensa de atletas com altos salários do futebol e dos esportes olímpicos. Mas, antes de colocar as finanças em dia, era preciso organizar o clube. E aí faltava o básico.

O Flamengo funcionava como uma empresa estatal: os departamentos eram feudos, e as informações de cada um deles, confidenciais. Uma troca de dados entre marketing e finanças, por exemplo, era na base do “toma lá da cá”. Para o departamento financeiro aprovar um pagamento de outra área, novas exigências eram feitas. Os contratos eram espalhados pela sede — em qualquer empresa, os originais ficam no jurídico.

Havia dezenas de funcionários registrados que mal apareciam para trabalhar — alguns foram enquadrados; outros, demitidos. Só na vice-presidência de administração foram encontrados 40 nessa situação. A área de tecnologia da informação era de uma fragilidade tal que qualquer hacker iniciante podia entrar no sistema e pegar informações confidenciais de contratos de jogadores.

Não havia orçamento nem controle do fluxo de caixa. O clube tinha depósitos em juízo de 5,5 milhões de reais em diferentes contas. Eram recursos para o pagamento de penhoras trabalhistas, mas ninguém sabia onde estava esse dinheiro (mais tarde, tudo foi centralizado numa só conta).

Para resolver esses problemas, a administração do clube foi profissionalizada e hoje funciona quase como uma empresa: os vice-presidentes amadores se reúnem para dar as diretrizes. A execução é tarefa de diretores remunerados.

Um deles é Paulo Dutra, de finanças, que passou pela consultoria EY e por empresas do setor elétrico, como AES Eletropaulo, Neoenergia e Light. “Futebol precisa ser gerido como uma empresa, como qualquer outra”, diz Dutra, que, como os outros diretores do Flamengo, tem metas e bônus por desempenho.

A segunda tarefa primordial era recuperar o crédito na praça. Para isso, era preciso conseguir as certidões negativas de débito, que atestavam que o clube não tinha pendências com o governo. A diretoria fez algo antes inimaginável: pegou os 60 milhões de reais de um contrato recém-assinado com a fornecedora de material esportivo Adidas e, em vez de contratar um punhado de jogadores, usou cada centavo para pagar dívidas fiscais.

“Não poderíamos tomar uma medida populista de curto prazo que iria prejudicar nosso projeto”, diz Fred Luz, diretor-geral do clube. A certidão foi obtida em 90 dias. Com ela, o clube fechou o patrocínio com a Caixa Econômica Federal — estatais só podem repassar dinheiro para empresas que não tenham obrigações com o Fisco. E, indiretamente, melhorou a imagem do clube, o que atraiu outros patrocinadores.

O faturamento com as empresas que estampam sua marca na camisa chegou a 90 milhões de reais ao ano — recorde no futebol brasileiro. “A marca Flamengo se torna mais valiosa quando é associada a um clube de credibilidade e boa gestão”, diz João Ciaco, diretor de marketing da Fiat Chrysler Automobile, dona da marca Jeep, que, no começo de maio, assinou contrato de patrocínio de 4,5 milhões de reais até o fim do ano.

Outra frente de ataque importante foi o departamento jurídico. No começo de 2013, o clube pelejava em cerca de 600 processos trabalhistas. Hoje, está na casa dos 80.

Quando as vitórias virão? Ter um clube lucrativo e menos endividado significa ganhar mais e perder menos dentro de campo? Até agora, não. O modelo da atual gestão é colocado em xeque sempre que o futebol não corresponde em campo. O pior ocorreu no começo do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o time engatou uma sequência de oito jogos sem vitória.

“A torcida tem pavio curto. Os maus resultados aparecem e tudo que fazemos vira uma porcaria”, diz Wallim Vasconcellos, ex-vice-presidente de futebol. Ali houve também uma pequena crise na diretoria. “Até aquele momento, o grupo era unido. Com as derrotas, alguns passaram a jogar a culpa nos outros”, diz um ex-integrante da diretoria.

O risco de rebaixamento fez com que o clube liberasse uma verba extra para a contratação de jogadores e do técnico Vanderlei Luxemburgo. Deu certo. “Seria muito difícil manter a recuperação se o clube fosse rebaixado”, diz Rodrigo Tostes. Para evitar problema parecido em 2015, a diretoria fez um empréstimo de 4 milhões de reais para contratações.

Pressão pela vitória

As crises mostram uma verdade tão antiga quanto verdadeira — clubes de futebol não existem para dar lucro, mas para ganhar. Por isso é tão difícil ver casos de clubes que mantiveram, por anos a fio, uma gestão financeira racional. A tendência é sacrificar o futuro em nome de uma vitória no domingo seguinte.

Um caso recente é o Corinthians. Em 2012, o time venceu a Libertadores e o Mundial, os dois títulos mais desejados por clubes brasileiros. Naquele ano, faturou 325 milhões de reais. Com títulos e dinheiro, achou que podia abrir os cofres.

Os custos do futebol em relação às receitas, que eram de 65% em 2012, saltaram para 92% em 2014, o que fez com que o clube tivesse um prejuízo de quase 100 milhões de reais. Em 2015, os salários dos jogadores começaram a atrasar. Em maio, o time foi eliminado da Libertadores pelo modestíssimo Guaraní do Paraguai.

No ano passado, o clube faturou, excluída a transferência de atletas, 217 milhões — queda de 33% em relação a 2012. O Santos, que surgiu como exemplo de boa gestão no início da década, hoje vive em crise. Um levantamento do consultor Amir So­mog­gi com 20 clubes mostra que o Flamengo foi o único dos times do eixo Rio-São Paulo a fechar 2014 com as contas no azul.

Os outros são Atlético Paranaense, Goiás, Vitória e Avaí. “Quando os clubes gastam mais do que arrecadam, estão comprometendo o futuro e prejudicando os torcedores lá na frente”, diz o economista Cesar Grafietti, do Itaú BBA, autor de relatórios sobre a saúde financeira dos clubes brasileiros.

Transformar os bons resultados financeiros em vitórias será o grande desafio dos capitalistas do Flamengo. Para sanear o clube, a diretoria montou times apenas razoáveis, contratando jogadores desconhecidos ou pouco aproveitados. Ganhou um estadual e uma inesperada Copa do Brasil, mas flertou com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro por dois anos seguidos e, neste ano, não chegou nem às finais do Carioca.

Com eleições no fim do ano, um desempenho pelo menos razoável no Brasileiro é crucial para que o atual projeto se mantenha vivo — ainda que pedindo mais paciência da torcida. “Em três anos, nossa situação financeira vai permitir montarmos grandes times e lutarmos por todos os títulos”, diz o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Em apresentação feita a patrocinadores no dia 18 de maio, os dirigentes mostraram um plano ambicioso para 2020: pelas projeções, a receita ultrapassará os 600 milhões de reais e a dívida ficará abaixo de 300 milhões. Com esses números, o clube poderia, aí sim, investir pesado no futebol.

De 2017 a 2021, o Flamengo espera ganhar quatro campeonatos estaduais, cinco títulos nacionais e pelo menos uma Libertadores da América — tornando-se hegemônico, no Brasil, como os riquíssimos Real Madrid e Barcelona na Espanha. O futebol é o esporte mais popular do mundo pela sua imprevisibilidade.

Um campeonato pode ser decidido numa bola na trave, um erro do árbitro ou um gol aos 43 do segundo tempo. Ter mais dinheiro do que os outros não é garantia de nada. Mas, para evitar que o Flamengo ande para trás — e para fazer com que outros clubes sigam seu exemplo —, uma coisa tem de andar com a outra: dinheiro no bolso e bola na rede.

Humberto Maia Júnior, de Revista EXAME

segunda-feira, 3 de setembro de 2012 às 23:37

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Reportagem da ESPN mostra o esquema político de Patrícia Amorim

Política no Flamengo é um coisa nojenta! A ESPN deu mais uma prova disso, revelando o nome das 25 pessoas que lotam o gabinete da vereadora Patrícia Amorim. No cabide inclui o sócio do Capitão Léo. Que maravilha! O sujeito que aprova as contas da presidente rubro-negra é o mesmo que recebe dinheiro público... E ainda tem gente que consegue torcer.

sábado, 4 de agosto de 2012 às 11:56

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Liedson está chegando. Agora vai...

A maior qualidade do flamenguista é o otimismo. E o maior defeito do flamenguista é o otimismo exagerado. O Chico Rezende, do quadro no Globo Esporte, resumiu essa "fé do torcedor" de forma bem engraçada.

Afinal, Liedson está chegando. Agora vai...

domingo, 22 de julho de 2012 às 13:29

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Stanley McChrystal deveria assumir lugar de Joel Santana

Joel Santana

Eu não gosto do trabalho do Joel. Acho descabida essa paixão por volantes. Basta jogar um pouquinho que logo é realocado. O volante Luiz Antônio mostrou bom cruzamento e foi para a lateral. O volante Ibson deu dois passes certos e virou armador. O Renato Abreu mostrou fôlego e agora é meia. E como faltou espaço naquele setor, o Adryan virou atacante. Fica parecendo que o sonho do Joel é ter 11 volantes em campo...

O Flamengo não joga assim. A escola rubro-negra é de meias com habilidade para toque, triangulações, arrancadas, linha de passe. Por isso o Joel nunca deveria ter espaço no clube. Nada contra o treinador. Mas a filosofia é distinta. Ambos poderiam fazer sucesso separados. Juntos não faz sentido. Isso nada tem a ver com título. Os dois Cariocas vencidos (1996, 2008) provam isso.

O Esporte Espetacular (Globo) de hoje deu uma chance ao Joel para se explicar. Coitado. Fiquei realmente comovido com tamanho sofrimento. A desorganização e os desmandos da Gávea estão atingindo diretamente sua saúde física e mental. O Flamengo está destruindo o Joel Santana. Já fez isso com o Andrade, fez isso com o Luxemburgo e agora ele. Quem será o próximo maluco a aceitar esse cargo?

Sugestão: contratem o Stanley McChrystal para o lugar do Joel Santana.

#StanleyMcChrystalNoMengão

Leia mais:

domingo, 14 de agosto de 2011 às 21:40

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Entrevista de Luxemburgo ao Estadão

Assista à entrevista de Vanderlei Luxemburgo ao jornal O Estado de S. Paulo. Entre outras o técnico fala sobre o bom momento do Flamengo e afirma também que estava pronto para vencer a Copa de 2002.


Acho que a imprensa tem que reconhecer o trabalho, o planejamento e a inteligencia do Luxemburgo. Até agora, todas as decisões tomadas foram as mais corretas. Exemplo: o Flamento nunca treinou na Gávea, só no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu. Foi dele também o veto na contratação do Adriano, a dispensa do Petkovic e o posicionamento tático do Ronaldinho Gaúcho.

Aposto que no final do ano surge um convite pra seleção.

sábado, 13 de agosto de 2011 às 16:59

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Papai Thiago Neves

O Globo Esporte hoje caprichou na matéria com o Thiago Neves. Dá pra perceber que ele é um sujeito humilde e merecedor do sucesso que vem tendo com o Manto Sagrado. O que o Mano Menezes está esperando para colocar ele e o Ronaldinho Gaúcho no meio-campo da seleção?

sexta-feira, 27 de maio de 2011 às 21:50

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Patrícia Amorim fala do carinho pelo Piauí e revela projetos

Eu já tinha divulgado aqui no Maraca Lotado, o resultado da pesquisa do Instituto Captavox, apontando que 42,2% dos teresinenses são flamenguistas. Isso significa é quase o quádruplo da torcida do segundo colocado, o São Paulo (11,7%). Nada mais justo então a recíproca ser verdadeira. Veja o que diz a mandatária rubro-negra sobre a importância do Piauí para o Flamengo.
A presidente do Clube de Regatas Flamengo, Patrícia Amorim, revelou à equipe de reportagem da TV Cidade Verde relação de proximidade com o Piauí. Ela comentou a paixão pelo futebol e revelou projetos de expansão do clube, que incluem o Estado. "O Flamengo é um clube de apelo popular, de apego com sua torcida. Ele é mais querido e de maior torcida. Tudo no flamengo é enorme e o time está na vanguarda sempre. Elegeu uma mulher presidente enquanto o Brasil não tinha nem ideia para eleger uma mulher para presidência", disse a gestora. Entre as iniciativas, está trazer ao Piauí uma exposição itinerante em comemoração pela conquista do título mundial. Patrícia Amorim contou que eventos como este só são possíveis devido a proximidade com as torcidas espalhadas pelo Brasil. "Acompanhamos todas as embaixadas, todas as torcidas que tem núcleos em todas as cidades e Estados. No Piauí, tenho amigos muito queridos, que inclusive na época da campanha me trouxeram presentes e votos', informou a presidente do Flamengo. (Fonte: CidadeVerde)

sábado, 12 de março de 2011 às 11:58

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Bastidores do campeonato de 1987

1987Já vi muitas reportagens sobre o Campeonato Brasileiro de 1987. Com a recente homologação da CBF, muita gente andou resumindo a história de forma errada. Falando besteira sobre aquilo que não se sabe.

O certo seria explicar toda a história com calma, mostrando os bastidores daquele campeonato, contextualizando. Mas isso ninguém faz. Mas nem todos ignoram a história. Um exemplo é o Esporte Espetacular, da Globo, que exibiu em 27/02/2011 uma bela reportagem sobre o assunto.

domingo, 12 de setembro de 2010 às 13:41

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Um desabafo sobre a humilhação pública do campeão Andrade

Sou rubro-negro desde criancinha. Já naquela época era fanático. Lembro que reunia amigos e primos para rezar durante as partidas. Fazíamos um esquema de revezando de modo que cada um dos 90 minutos tinha alguém ajoelhado no cantinho com um terço na mão. Cresci um pouco e comecei a colecionar artigos relacionados ao clube. Jornais, revistas, álbuns, discos, tudo era catalogado e arquivado.

Um dia minha mãe entrou no meu quarto e levou um susto: eu havia pintado toda a parede com tinta guache vermelha e preta. Sobre os armários muitos quadros e pôsteres de todos os ídolos. No meu aniversário de 10 anos enlouqueci meu pai até ele comprar uma cama com o brasão. Eu vivia assim, fantasiado de radical islâmico.

A idade não me trouxe juízo. Com dinheiro no bolso virei um andarilho. Onde tinha uma TV ligada passando jogo, lá estava eu. Bares, restaurantes, casa do vizinho, qualquer lugar servia. Já escutei centenas de jogos com um radinho colado ao pé do ouvido. Nada era motivo para perder um jogo. Já peguei chuva, sol, doenças. Comprar a camisa virou tradição. Todo ano ficava angustiado até saber que o novo modelo havia chegado. Não importava o preço, bastava dividir em 10 meses e diminuir o leite em casa.

Fui duas vezes ao Maracanã, em ambas não tinha grana e nem tempo, mas fui. Uma vez sai de São Paulo sozinho na madrugada e assisti um Flamengo e Vasco pelo Carioca. Lembro também da oportunidade em que a equipe comandada por Júnior Baiano veio até Teresina. Furei o bloqueio da segurança e tirei fotos com os jogadores. Na saída subi na grade para acenar ao time que ia embora. Torcer pra mim era quase uma profissão. Quando minha filha nasceu, logo comecei o trabalho de flamenguistização da criança. Como um ritual diário, ela beijava a camisa, escutava o hino e dormia ao som de cantigas entoadas pela torcida.

Até que um dia o nosso goleiro, capitão e melhor jogador do time, foi acusado de uma atrocidade. Não algo qualquer, como briga com baderneiros. Estamos falando na morte e esquartejamento da mãe do próprio filho. Por alguns dias refleti profundamente o impacto daquilo no clube. Aos poucos percebi que o clube estava intacto. Perdeu algum dinheiro, mas logo apareceu outro atleta para substituí-lo à altura. Escolheram um novo capitão e seguiu-se a vida.

Torcedores mais sensatos aproveitaram a oportunidade para fazer um histórico dos problemas enfrentados pelo Flamengo ao longo das últimas duas décadas. Foi então que caiu a ficha. Eu havia mudado. Não conseguia mais torcer como antes. Perdi a motivação de sair de casa para assistir aos jogos. Não tinha mais coragem de vestir o uniforme do time. Os amigos próximos logo começaram a dizer que isso era algo passageiro, que tudo seria como antes, o Flamengo era maior do que tudo e que todos.

Pois bem, digo pra vocês que não é. O Flamengo não está cima de tudo!

Sabe por que resolvi fazer esse desabafo hoje? Não é pelo melancólico empate de ontem, não é pelo rebaixamento iminente, não é pela imundice que estão fazendo com o Zico, não é. Resolvi escrever sobre esse meu "conflito existencial", como dizem alguns, por causa do Andrade.

O que a Diretoria do Flamengo fez (e está fazendo) com esse homem é uma falta de respeito sem precedentes. Um clube que se vangloria por ter a maior torcida do Brasil não tem o direito de fazer o que fizeram. Justamente por sua grandiosidade, o Flamengo deveria ser exemplo de moral, ética e respeito. A torcida e os ídolos deveriam ser tratados com afeto e dignidade.

Hoje assisti uma reportagem no Esporte Espetacular, da Rede Globo. Fiquei absolutamente emocionado com a humildade, o caráter e a virtuosidade do Andrade. Ele pegou um clube em ano eleitoral, com 17 anos sem um título nacional, jogadores problemáticos, crise financeira e total falta de estrutura. Tirou o time das últimas posições na tabela e consegui ser campeão brasileiro. Foi escolhido melhor técnico por profissionais da área, classificou o clube pra fase final da Libertadores e manteve aproveitamento superior a 70%. Mas nada disso adiantou.

Por um interesse político de uma mulher que prometeu "um novo Flamengo", ele foi demitido de forma humilhante.

Sabe o que isso trouxe? Ninguém mais quer ir pro Flamengo. Basta notar a dificuldade em contratar novas peças. O clube foi recusado por Felipão, Parreira, Carpeggiani. Ninguém quer ser o próximo "Andrade". Estão certos, afinal, quem de nós iria para uma empresa que premia títulos com ultraje. O que se sucedeu à demissão? O time desceu ladeira abaixo. Perdemos tudo, de pontos na classificação ao respeito próprio. E não devemos nos enganar, fundo do poço não é a segundona. Fundo do poço é o local que o Flamengo está hoje: a falência moral.

Andrade é o símbolo de tudo isso.

Assista à reportagem:

quarta-feira, 21 de abril de 2010 às 12:50

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Jogaremos como aquela geração de 1983

Flamengo 3 x 0 Santos


Hoje tem mengão pela Libertadores. Jogo decisivo. Não basta ganhar. É preciso golear, jogar bem, mostrar nossa força. Andrade ameaçado. Império do Amor questionado. Ingredientes perfeitos para um jogo histórico logo mais.

Para passar vibrações positivas para nosso time, recomendo assistir à reportagem especial "Jogos para Sempre", do canal por assinatura SporTV, sobre a final Campeonato Brasileiro de 1983: Flamengo 3 x 0 Santos. Hoje o Flamengo jogará como aquela geração, sempre pra frente, sempre em busca de gols, sempre dando show. É hoje!

Bloco 1/2:


Bloco 2/2:

domingo, 3 de janeiro de 2010 às 16:14

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Os bastidores hexacampeonato do Flamengo

A conquista do hexacampeonato brasileiro ainda está rendendo. O canal SporTV trouxe uma reportagem completa sobre os bastidores da maior conquista do futebol brasileiro em 2009. Veja abaixo as duas partes desse belo registro histórico.

Bloco 1/2:


Bloco 2/2:

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 às 20:53

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Brasileirão, o mundo e a bola | Década de 80

O canal SporTV está trazendo à programação de fim de ano uma série de reportagens especiais sobre o Campeonato Brasileiro. Década por década, os programas extrapolam o limite das quatro linhas, mostrando o contexto histórico de cada competição e a repercussão na imprensa da época. Destaco aqui no blog a fantástica década de 80, celebrada como nossa "Era de Ouro".

Bloco 1/3:


Bloco 2/3:


Bloco 3/3:

domingo, 13 de dezembro de 2009 às 18:13

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Um fenômeno cultural chamado "Flamengo"

Hoje fiquei emocionado com o Esporte Espetacular. Em apenas três reportagens o programa conseguiu demonstrar um pouco a força da Nação Rubro-Negra. Nelas temos mais uma prova que o Flamengo deixou de ser apenas um clube de futebol para se tornar um fenômeno cultural.

Para quem duvida disso, basta ficar atento ao zagueiro Ronaldo Angelim, herói do hexacampeonato rubro-negro, em sua volta à Juazeiro do Norte. Não consigo lembrar nenhuma festa tão bonita e sincera. Destaque para o belo texto do repórter Eric Faria.

Seguindo em frente o programa da Globo foi até uma cidade chamada Flamengo, localizada a 400 km de Salvador, às margens da BR-407. Fundada há 60 anos, a comunidade é o símbolo do poder religioso que o mengão exerce em seus torcedores. Será se os jogadores têm consciência disso?

Uma chance de saber é observando os bastidores do grande jogo decisivo contra o Grêmio. Além de entrar no vestiário e acompanhar os momentos decisivos do elenco antes de subir ao palco, temos a concentração da torcida, o nervosismo, a preparação, o sacrifício, a emoção. Momentos históricos para guardar eternamente.

domingo, 16 de agosto de 2009 às 19:19

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Escola de flamenguistas

Assim que soube que ia ser pai, veio logo na mente a chance de passar adiante meu amor pelo Flamengo. Defini uma série de métodos que apelidei "Escola de Flamenguistas". A primeira roupinha que minha filha usou tinha o escudo do Flamengo. A primeira música que escutou foi o hino do time. Futebol, só se for para assistir aos jogos do mengão.

Fui recompensado: minha filha hoje já é uma flamenguista completa. Sempre que vê a camisa do Flamengo, pede para beijar o escudo. Adora me escutar cantando as músicas da torcida. Canta "o imperador voltou" sempre que o Adriano aparece na TV. Assiste aos jogos. Uma rubro-negra completa. Meus métodos deram tão certo que meus amigos já montaram uma lista de espera pra entrar na "escola".

Mas flamenguista hardcore de verdade eu conheci hoje no Esporte Espetacular (Globo). O cara registrou os filhos com os nomes: Flamenguina, Zicomengo, Flamouzer, Francifla e Flamena. Bisonho, mas muito revelador. E o que pode parecer surpreendente para os sudestinos, esse é apenas um simples exemplo que retrata bem a força da paixão rubro-negra em todos os cantos desse Brasil.

Veja a reportagem:

terça-feira, 2 de junho de 2009 às 01:49

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Adriano reestreia com gol no Flamengo

Belíssima reportagem no Globo Esporte de hoje.

domingo, 3 de maio de 2009 às 23:53

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Flamengo Tricampeão Carioca 2009

PENTA TRI. Mais de 80.000 flamenguistas no Maracanã e no máximo uns 800 botafoguenses. Lindo demais. Outra vez chorei com a alegria da Nação. Tanta festa não é pra menos, agora somos o maior campeão da história do futebol carioca. Chegamos aos 31 títulos e superamos o Fluminense com 30, Vasco com 22 e Botafogo com 18 (kkkkkkkkkkk). Aliás, o tricolor é o próximo na lista do tri. É o único que falta pra receber a carimbada.

Flamengo Tricampeão Carioca 2009
Flamengo Tricampeão Carioca 2009

Gostei da final, achei que o Flamengo jogou bem. No primeiro tempo foi um massacre, tive pena do Botafogo. O chato é que o mengão só joga bem quando a faca está no pescoço. Precisando de resultado nós somos os melhores. Mas basta fazer uns golzinhos para recuar o time. E todo mundo sabe que jogar atrás não é a praia do Flamengo. O Botafogo foi lá e empatou. Novamente precisando de resultado, o rubro-negro partiu pra cima. Pena que faltou tempo para ganhar o jogo no tempo normal. De todo modo foi ótimo vencer de 4 a 2 nos pênaltis.

Infelizmente o título não apagou o fato mais bizarro da partida. No meio do segundo tempo, com o time ganhando de 2 a 0, o fulera do Cuca coloca o Obina no time. Demorei a acreditar numa maluquice daquelas. Como era de se esperar, o pereba do Obina não jogou nada, atrapalhou o time e ajudou o Botafogo a empatar o jogo.

O que será que deu no Cuca? Passei esses dias especulando. Alguém da SporTV fez um comentário bem pertinente a respeito disso, atribuindo o fato a um momento de "blackout neural". Cuca surtou!!! Deu branco! A pressão por conta de um possível novo vice paralisou o treinador. Pra mim foi isso mesmo. Não vejo outra explicação.

O melhor de tudo foi vê o Bruno (puta-que-pariu, é o melhor goleiro do Brasil) fazer três espetaculares defesas. Ele disse que nunca perdeu uma disputa de pênaltis durante toda vida, nem mesmo quando jogava futebol de botão. O homem parece uma aranha saltadora. Pena que nosso ataque não tenha ninguém tão bom quanto o Bruno.

Isso até hoje. Acabei de saber que o Adriano foi confirmado como jogador do Flamengo. A apresentação é amanhã, às 15hs. Eu achei que a diretoria fosse esperar os novos patrocinadores. Melhor assim. Que chegue e jogue logo. Já estou sonhando uma final de Copa do Brasil entre o Flamengo do Imperador e o Corinthians do Fenômeno, cinco gols do Adriano e o Flamengo mais uma vez campeão.

Papel de parede com o pôster dos campeões:

Flamengo Tricampeão Carioca 2009

Veja a reportagem do Globo Esporte:

segunda-feira, 17 de novembro de 2008 às 17:42

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Flamengo atropela o Palmeiras e sobe na tabela

Melhor do que a própria goleada em cima do Palmeiras, é a segunda-feira de encarnação aos amigos. A moral fica elevada, o otimismo cresce e o mundo inteiro ganha um colorido especial. Outra coisa bacana é assistir ao Globo Esporte. Geralmente eles fazem uma matéria caprichada após os jogos do Flamengo. Nem sempre eles acertam, mas dessa vez a equipe de jornalismo foi feliz ao contar a história do baile rubro-negro no Maracanã.

Veja a reportagem:

domingo, 26 de outubro de 2008 às 09:52

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Charangas animam arquibancadas no Brasil

Quando criança eu tinha um hobby: colecionar tudo sobre o Flamengo. Minhas principais fontes eram as bancas que vendiam revistas antigas. Tenho várias relíquias, como o tetracampeão Bebeto novinho, reverenciando de joelhos o Zico. Até hoje tenho minhas velhas pastas de recortes guardadas.

E se aprendi alguma coisa nesses anos é que não existe torcida mais criativa que a do Flamengo. E um dos movimentos mais inovadores surgiu na década de 40. O lendário Jaime de Carvalho reuniu um grupo de torcedores e alguns instrumentos musicais. Na arquibancada da final do Campeonato Carioca de 1942, disputado entre Flamengo e Fluminense, nas Laranjeiras, eles fizeram história.

Nascia naquele momento a Charanga Rubro-Negra, considerada a primeira torcida organizada do futebol brasileiro. O nome, segundo a Flapédia, foi um apelido dado pelo famoso locutor Ary Barroso. Ele comentou em seu programa na Rádio Tupi: "Me desculpem, mas isso não é banda nem aqui nem no caixa-prego", a duvidosa qualidade sonora do grupo deu origem ao apelido gaiato de Charanga.

Ontem passou uma reportagem muito interessante no Globo Esporte. Mostrando que de norte a sul, torcedores e seus instrumentos musicais marcam a alegria do futebol brasileiro. O mais legal é vê a Charanga original voltando ao estádio.

domingo, 19 de outubro de 2008 às 20:28

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Brasileirão 2008 | Flamengo 1 x 0 Vasco

Depois de uma derrota humilhante para o Atlético/MG, o Flamengo sacudiu a poeira e venceu o Vasco por 1 a 0. Apesar do mengão está disputando o título e o adversário segurar a lanterna, foi um jogo muito igual. O Flamengo estava completamente diferente da última partida, voltaram: Juan, Fábio Luciano, Éverton e Airton. Mas o grande destaque foi a entrada de Obina no lugar de Vandinho. O Anjo Negro encarnou o velho espírito matador que o transformou em mito.

Semana passada eu critiquei muito o técnico Caio Jr, mas a vitória de hoje é dele. Mesmo considerando que Obina tem deficiências técnicas, o treinador apostou na estrela do atacante e deu certo!

Com o empate entre Palmeiras e São Paulo e a derrota do Grêmio, o Flamengo volta a brigar pelo título. Somente quatro pontos separam o mengão do líder. Aposto que muita coisa ainda vai rolar. O hexacampeonato voltou a povoar meus sonhos. Destaque para o fantástico golaço do Obina. Driblou cinco vascaínos na pequena área e fez o que nem Zico conseguiu. Perceba como a bola foi bem trabalhada desde a intermediária.

Nagativamente destaco o terceiro cartão amarelo do Juan e a expulsão do Fábio Luciano. Mais uma vez não teremos nossos insubistituíveis no time. E esse foi mais um jogo que o Ibson não rendeu. O que será que está acontecendo com nosso mais habilidoso jogador? Positivamente tivemos a atuação grandiosa do goleiro Bruno. Ele fez uma defesa milagrosa no segundo tempo. Não sei o que seríamos de nós sem o goleirão.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008 às 14:51

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Zagallo relembra conquista do título de tricampeão carioca pelo Flamengo em 2001

Ontem, em entrevista ao programa "Tá na Área" da Sportv, Zagallo relembrou a gloriosa conquista do título de tricampeão carioca pelo Flamengo em 2001. O ex-treinador falou sobre o gol de falta de Petkovic e afirma que aquele foi um momento impressionante.