quarta-feira, 18 de março de 2015 às 23:42

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Classificado para próxima fase da Copa do Brasil

Essa semana começou perigosa para o Luxemburgo. Um jogo classificatório pela Copa do Brasil e um clássico contra o Vasco pelo Campeonato Carioca. O primeiro era tido como um jogo fácil, por isso o risco de uma eliminação vexatória. O segundo também complicado, visto que já perdemos o jogo para o Botafogo. Imagina perder os dois jogos. Certamente a pressão para demissão do Luxa seria grande.

Por tudo isso dava para perceber um clima pesado no Ninho do Urubu.

Contra o Brasil de Pelotas o time não jogou bem. Ganhou de 2 a 0, mas o ritmo ficou sempre baixo e com poucas jogadas de criação. Alecgol produziu pouco. Pico e Pará até que tentaram, mas falta qualidade. Canteiros erra demais. É muito ruim para o Flamengo depender desses jogadores. Já Cirino poderia fazer alguma coisa diferente. Não fez. Mas deu passe para o gol do Eduardo.

O time só ficou um pouco mais divertido quando o Paulino entrou. Mais uma vez teve que sair do banco para resolver. Ele mostra que continua sendo o mesmo grande jogador da temporada passada. O único que foi bem.

Resultado, uma classificação burocrática. Será que o time estava se poupando para o clássico de domingo? Os jogadores levaram a partida como um treino de luxo? Acho que não. O fato é que o Flamengo só joga bem quando tem um grande adversário do outro lado. É um time que precisa ser atacado.

Isso é bom, visto que na sequência do ano teremos jogos decisivos do Carioca e o início do Brasileirão. Tenho fé no sucesso caso haja manutenção do Luxemburgo, contratação de três grandes craques e o crescimento do sócio-torcedor. Já imaginou o Flamengo chegar a 100 mil sócios?! O Palmeiras conseguiu.

domingo, 21 de dezembro de 2014 às 10:42

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Léo Moura, o último dos moicanos

Crédito da foto: http://www.metrojornal.com.br/wp-content/uploads/2013/11/flamengo-campeoa-copa-do-brasil-Ricardo-Moraes-Reuters620.jpg

Léo Moura renovou o contrato até o final do Campeonato Carioca. Sério?! Quem ficou satisfeito com isso?

É uma pena que o Flamengo não consiga aprender com os próprios erros. Lembra do Petkovic? O clube aposentou o sérvio à força. Minaram o craque até ele entender que era descartável. Inventaram um jogo de despedida contra o Corinthians no Engenhão. O que ele fez? Destruiu com a partida. Foi o melhor em campo e deixou claro que a aposentaria naquele momento era um erro. Depois dele nunca mais o time teve um camisa 10.

Três anos depois a história se repete. Coincidentemente com Luxemburgo no comando.

Léo Moura é o último dos ídolos, acostumado com título, tem mais de 500 jogos pelo clube, 10 anos de casa e muita lenha para queimar. Não existe camisa 2 do tamanho do Léo Moura.

Por que aposentá-lo? Ele não quer, a torcida não quer, a imprensa não quer. Talvez seja por que o Léo Moura não tem valor de mercado. Empresários gostam de troca troca para faturar. Será o elevado salário? Ele deve ganhar por uns dez Carlos Eduardo. Será pelas contusões? Mas para isso há contrato de produtividade.

Infelizmente a alternativa encontrada pela diretoria para descartá-lo sem aborrecer a torcida, foi estender o contrato até o fim do Carioca. Nada contra o estadual, mas não precisava ser assim. Léo Moura faz parte de uma linhagem do futebol brasileiro que está em extinção. É um craque à moda antiga, tem identificação com a torcida, joga com raça, técnica e sangue no olho. Léo Moura é o último dos moicanos!

sábado, 20 de dezembro de 2014 às 13:15

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A evolução do torcedor para o sócio-torcedor

Confiança se conquista. Eu vinha acompanhando o trabalho da diretoria Chapa Azul com desconfiança. Mas aos poucos fui sendo convencido. Em 2013 o Flamengo foi o clube que mais pagou impostos no Brasil. Eles conseguiram reduzir as dívidas, o número de processos judiciais, conseguiram o título de clube-cidadão e resgataram a confiança da imprensa e torcida. É fato.

Também é fato que ninguém é santo. Não confio 100% em ninguém.

Mas tem me chamado muita atenção a constância de propósitos da diretoria, em especial do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Mesmo que 2015 seja ano eleitoral, ele mantém o discurso de austeridade. O presidente continua afirmando que o Flamengo tem que respeitar seus compromissos. Isso é muito bom. Conquistou meu respeito.

Recentemente, com a votação da lei de responsabilidade no esporte, ele defendeu punições a dirigentes ruins. Exigiu contrapartidas para renegociação de dívidas. O Flamengo está se sacrificando para pagar as débitos antigos, por que os outros clubes não?!

Tenho que ajudar esse cara. Pensei isso na hora. Não é justo que algumas pessoas estejam se esforçando tanto, enquanto outros milhões só observam à distância. Alguns ajudam indo ao estádio, outros comprando produtos oficiais ou assinando o pay-per-view. Mas o principal caminho é a conversão para sócio-torcedor.

Não adianta. O clube precisa da torcida! Tem que sair do sofá e entrar em campo!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013 às 22:23

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Tricampeão brasileiro em virada de mesa

sábado, 2 de novembro de 2013 às 11:16

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Artilheiro ninja!

terça-feira, 30 de julho de 2013 às 22:49

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Elias, um gol com proporções bíblicas

Na história bíblica, Elias foi um profeta. Mas Elias é um personagem que faz parte de inúmeras tradições do folclore pelo mundo. Na Macedónia, Sérvia, Bulgária e Roménia, Elias é conhecido como "O que faz trovejar". Ele é responsável por tempestades de verão, chuva e trovão. O Flamengo agora inclui uma nova alcunha à Elias: o senhor do caos.

Acho bonito esse tipo de coisa. Um golzinho de empate aos 49 minutos do segundo tempo mudou a vida de todo mundo. O primeiro foi o próprio adversário da partida. Com o gol de Elias, o Botafogo deu adeus à liderança do campeonato brasileiro, caindo para quarto e afundando o alvinegro em uma semana de pessimismo e lamúrias.

O gol do Elias também fez trovejar nas Laranjeiras. O pontinho conquistado elevou o Flamengo na tabela e derrubou o Fluminense para a zona de rebaixamento. Sob pressão, demitiram o coitado do técnico Abel Braga. O gol – mais especificamente a comemoração dele – também impactou na imprensa.

Foi necessário uma reportagem no Globo Esporte para explicar porque a comemoração nos braços da galera mereceu cartão amarelo, enquanto aquela outra da Seleção Brasileira na Copa das Confederações, não. O Elias também acabou repercutindo no cenário musical. Fez três gols (sendo dois anulados indevidamente) e pediu música no Fantástico.

O apresentador Tadeu Schmidt consultou o regulamento e descobriu uma brecha (decorrente da visita do Papa ao Brasil) para tocar a música pedida pelo volante artilheiro: um samba do Thiaguinho. Esse por sua vez se emocionou e já iniciou outro ciclo... Enfim. Um gol de empate, de um volante, de um Flamengo entre os últimos no campeonato, contra um Botafogo que carrega um jejum de mais de 20 anos sem vitória, acabou se tornando um evento de proporções bíblicas.

Não é por menos que o nome do cara é Elias.

terça-feira, 7 de maio de 2013 às 19:09

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Fla faz R$ 73 milhões com a Caixa e pode alcançar R$ 1 bilhão com o sócio-torcedor

O Flamengo anunciou hoje que a Caixa Econômica Federal será o novo patrocinador máster para temporada 2013/2014. Serão R$ 25 milhões para estampar a logomarca na frente da camisa. Com isso o clube chega aos R$ 73 milhões de arrecadação. Nada mal...

Mas o que me chamou atenção foi uma reportagem na Folha sobre o programa sócio-torcedor da Ambev:

Hoje [...] o número já é de 232 mil, um crescimento de 47%, quantia que será acrescida de cerca de 130 mil sócios com as adesões dos gaúchos --80 mil pelo Inter, o primeiro colocado no quesito. Só o Flamengo, que aderiu duas semanas atrás, cresceu mais de 12 mil sócios, quase mil por dia.

Potencialmente, segundo as projeções, se o comportamento dos rubro-negros for como o dos torcedores do Benfica português que tem 4% de sua torcida associada ao clube, o Flamengo terá uma renda anual de quase R$ 1 bilhão. Um espanto, mesmo que fique pela metade disso.

R$ 1 bilhão só com a torcida! É um número bonito, sem dúvida. Será que a torcida tem essa força? O clube sabiamente vem jogando isso na cara dos torcedores. Veja esse banner provocativo estampado no site oficial:


Eu acredito que o Flamengo possa chegar à marca de 4% de sua torcida. Mas o Marketing do clube deveria fazer um plano mais focado no torcedor fora do Rio de Janeiro. Esse modelo de desconto em ingresso (e em cerveja) não faz o menor sentido para um clube de amplitude mundial como o Flamengo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012 às 21:46

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Quem nasceu pra lagartixa nunca vai ser crocodilo!

Nelson Rodrigues em um dos mais clássicos textos da história do futebol, escreveu: "Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnico, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável."

Hoje venho aqui refutar Nelson Rodrigues.

Querido Nelson, onde você estiver, me escute. A camisa do Flamengo não é uma bastilha inexpugnável. Essa tal camisa, na verdade, de nada vale. Há quem a venda. Há quem a compre. Há quem a pinte. Há quem a risque. Há até aqueles que a queimam.

Verdadeiramente inexpugnável, Nelson, é a torcida rubro-negra!

Ontem ela mostrou para o mundo o seu chicote! Um chicote feito de vozes e vibrações. Durante 90 minutos os jogadores sentiram nas costas a pressão cortante de 40 mil capatazes. Bons, ruins, craques ou perebas, não importa, o bafo da raça ao pé do ouvido transformou medíocres em heróis.

Parafraseando meu amigo Nelson, há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precise nem de camisa. Bastará a torcida, cantando numa só voz. E, diante do furor impotente do adversário, os torcedores serão uma bastilha inexpugnável.

Quanto ao Ronaldinho, o recado foi dado pela própria torcida, citando o rapper Emicida: "Quem nasce lagartixa nunca será crocodilo!"

terça-feira, 25 de setembro de 2012 às 22:16

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Por favor, esqueçam o Ronaldinho Gaúcho!

Que besteira esse circo armado em torno do reencontro do Ronaldinho Gaúcho com a torcida do Flamengo. Palhaçada em último grau. O pessoal (a mídia principalmente) esquece que o Ronaldinho é só um jogador de futebol. Um pau-mandado, coitado. Que culpa tem o jogador se a diretoria do Flamengo não pagou os salários?

Esqueçam o Ronadinho Gaúcho!

E esse policiamento reforçado de 500 homens? Pra mim um desperdício de dinheiro público. Quem não consegue olhar na cara do dentuço sem sentir ânsia de vômito, que fique em casa, ouvindo o jogo pelo rádio. Torcedor do Flamengo tem que torcer pelo Flamengo.

Futebol é comércio, não tem essa conversa de paixão. O torcedor tem que entender isso. Amanhã pode ser com o Vagner Love. Basta deixar de pagar mais alguns meses...

Enquanto a torcida fica se matando, os jogadores não estão nem aí para as confusões. Amanhã está todo mundo dividindo a cerveja na casa de algum deles. Vamos acordar meu povo!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012 às 20:01

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Uma vitória que valeu o campeonato? Que fase!

Quando a fase é ruim meu amigo, até vitória suada em cima do lanterna é comemorada como título. Foi assim a repercussão nos jornais dos três pontos rubro-negros diante do fortíssimo Atlético Goianiense. Méritos à diretoria, que transforma Cléber "Zidane" Santana na solução para o time...

Pra mim, o verdadeiro grande destaque da partida foi a torcida. Simplesmente impressionante a força da massa. Mesmo diante de tanta imundice, o flamenguista encontra algo para se apegar e comemorar. Um exemplo não só para o jogo, mas para a vida.